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sábado, 10 de março de 2012

Cortes da Selic devem impulsionar ações de varejo e de imóveis


O corte mais forte da taxa básica de juros levou o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a exibir poucos papéis em queda nesta quinta-feira. O Ibovespa fechou em alta de 1,35%, aos 66.908 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 7,665 bilhões.

Segundo analistas, o mercado trabalha com a expectativa de novos cortes na Selic, após a redução de 0,75 ponto percentual promovida na noite de quarta-feira pelo Banco Central (BC). Além disso, muitos investidores esperam novas medidas do governo para estimular a economia. Por outro lado, esse quadro traz novamente às mesas uma apreensão que rondou as operações no ano passado: aumento da inflação.

O Banco Fator afirmou, em nota, que a aceleração no ritmo de queda da taxa de juros não é incompatível com novos cortes e sugere que o recuo da Selic prosseguirá a um ritmo de pelo menos 0,50 ponto.

Nesse contexto, na Bovespa, as ações de empresas ligadas a consumo, com nível elevado de endividamento e setores que oferecem proteção contra a inflação chamam a atenção. No caso das mais endividadas, juros mais baixos têm menor impacto sobre seus débitos, comentou um operador.

Ações de empresas de varejo e do setor imobiliário devem ser as principais beneficiadas pela estratégia do Copom, segundo análise do BTG Pactual, assinada por Carlos Sequeira, Bernardo Miranda e Antonio Junqueira. Neste contexto, destaque para os papéis de Magazine Luiza, Lojas Renner, Localiza e Duratex. Dentre as imobiliárias, a preferência da equipe do banco se volta às ações da Brasil Brokers.

As empresas alavancadas, entre as quais Suzano, Rossi, Gafisa, Gol e Fibria, e boas pagadoras de dividendos, como Telefonica Brasil, CPFL, Transmissão Paulista, Cemig e AES Tiete, também tendem a se beneficiar da queda dos juros.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os destaques foram Pão de Açúcar ON (+7,36%), Brookfield ON (+6,19), Rossi Residencial ON (+ 6,21%) e Localiza ON (+5,10%). Na contramão, Fibria ON registrou perda de 0,07%. As ações reagiram à notícia de que o conselho de administração da empresa aprovou ontem a realização de oferta pública primária de ações, que pode movimentar R$ 1,25 bilhão conforme expectativa da companhia. Os investidores venderam papéis para poder comprá-los por um valor mais em conta na oferta, segundo outro operador.

Por fim, a crise europeia parece ter amainado. Segundo observadores das negociações em torno da dívida da Grécia, na quarta-feira à noite, 24 horas antes do fim do prazo de aceitação do plano, a adesão dos credores já superava 75% do valor a ser renegociado.

Ainda na região, a produção industrial da Alemanha cresceu 1,6% em janeiro na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal. O resultado superou a previsão de aumento de 1,2%.

E os investidores também acompanharam as decisões de política monetária na região. Sem surpresas, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa básica de juros para a zona do euro inalterada em 1,0%.

Por Aline Cury Zampieri e Beatriz Cutait

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