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domingo, 27 de novembro de 2011

QUE TAL UMA PARTIDA DE FRESCOBOL?


Sou uma profunda admiradora de alguns escritores brasileiros, mas em especial aprecio Rubem Alves que me deixa extasiada diante de seus textos inteligentes e que tangibilizam realidades tão singulares. Algumas linhas metaforizadas de um de seus textos ecoaram em meu coração de forma veemente sobre as relações no mundo corporativo.


Se observarmos uma partida de tênis, percebemos a presença de elementos que lhe são peculiares, como um placar, os adversários e um objetivo: derrotar o outro. Desde o primeiro momento, quando acontece o saque em uma partida de tênis, já existe uma intenção “mascarada” de vencer que no fundo é mesmo a intenção “descarada” de derrotar.  “Se eu sacar a bola sem dar condição de o outro pegar, melhor para mim”. Existe ainda o Ace, quando não se dá qualquer possibilidade de o oponente devolver a bola sacada. Mas a melhor jogada para os é aquela em que é a bola é lançada no fundo da quadra, fazendo o adversário correr em uma tentativa desesperada, ás vezes, até engraçada), de pegá-la, e quando ainda estiver voltando trôpego para o meio da quadra, a bola é rebatida novamente pra bem perto da rede sem tempo de alcançá-la. Nesse momento, já começa-se a vislumbrar um vencedor....e um perdedor.

Em se falando de frescobol, não é possível perceber a presença de um placar, nem de vencedor ou perdedor. Existem parceiros em jogo, tendo como objetivo maior jogar uma bola muito bem sacada para o outro pra que ele devolva a bola melhor ainda. E só assim o jogo flui de forma harmoniosa. Se os parceiros deste jogo não derem o melhor de si para o outro e para a partida acabam virando meros “gandulas” que terão que correr atrás da bola lançada muito longe, e o jogo acaba perdendo a graça.

No mundo corporativo podemos ter revelados os sintomas típicos de culturas que estão associadas ao Tênis, e aquelas que estão mais apropriadas ao Frescobol.

Ë muito comum algumas lideranças que se apóiam em sua síndrome de arquipélago, onde decidem trabalhar cada um por si, como ilhas, ou mesmo na percepção de que algo pode vir a dar errado, e se tornar voluntariamente omisso, utilizando como desculpa o argumento “ético”  de que não quer se meter no trabalho alheio, deixando transparecer que também não gostaria que alguém viesse a dar algum tipo de contribuição ao seu trabalho. Empresas e setores que trabalham dentro destes sintomas são aquelas que apresentam baixíssimos índices de cooperativismo e espírito de equipe.  Há uma sonegação de conhecimento, de aprendizado, sobrepujando apenas a competitividade negativa.

A cultura frescobol é aquela que harmoniza as relações de forma a perceber o talento do outro como fonte inspiradora na busca do seu próprio talento. É a cultura que não deseja sabotar o trabalho do colega para que o seu espaço não seja embaçado pelo despontar do outro. Visa-se única e exclusivamente o crescimento da empresa.

Uma das grandes dificuldades que o ser humano possui é a demasiada necessidade de demarcar o seu território. No entanto não basta apenas ter um território. É necessário conhecer este território. Quando um colaborador tem a consciência do seu papel no convívio com os demais ocupantes do seu local de trabalho, das necessidades coletivas do ambiente e da visão, missão e valores da empresa, a tendência é o desenvolvimento da cultura do frescobol. Mas quando isso não é claro, o que vai imperar no âmbito das relações deste individuo é a disputa pelo lugar de destaque no placar e fazendo uso das armas que tem nas mãos. Infelizmente em alguns casos, de pessoas com caráter mal lapidado, o calibre dessas armas é deveras pesado.

As brigas, as diferenças, os erros cometidos devem ser colocados como incalculados e passiveis de superação. O mais importante e que deve perpetuar-se são as possibilidades de crescimento mutuo e a percepção do outro. Como em um jogo de frescobol, em que a bola jogada não foi a que você gostaria de receber, merece seu esforço para retornar da melhor maneira possível, pois, juntos (e somente juntos) chegarão ao fim vitoriosos se entenderem que não são adversário e sim parceiros.

Existem ainda aquelas pessoas que quando lhes é solicitada uma tarefa extra, fazem caras e bocas, reclamam, cumprem pela metade, sem nenhuma atenção aos detalhes, com completo desleixo, deixando clara a sua irritação, justificando não ser sua obrigação, que não são pagas para isso. Jogam a partida de tênis pois só pensam em suas sacadas, sem pensar no crescimento coletivo.

Colocando de lado questões relativas a abuso de autoridade, é importante entender que quando não há participação, colaboração e disposição as chances de crescimento se limitam bastante. Os mais sábios já compreenderam que o sucesso só chega quando se faz mais do que os outros esperam que se faça.

Jogue Frescobol. A chave do sucesso é a bola, que quando bem lançada, harmoniza as relações e dá visibilidade ao jogador que consegue transformar um péssimo saque em uma excelente devolução.




Por Marcya Sussuarana

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