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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jornais impressos versus o resto

Paulo Mota

Em recente tarde de domingo, o Corintians ganhou importante jogo contra o Atético de Minas Gerais por 2 a 1, com gol de Adriano.Milhões de pessoas souberam disso à noite ,pela TV,  internet, pelo rádio. Pois bem: na segunda-feira, portanto com pelo menos oito horas de atraso, as primeiras páginas dos jornais impressos  anunciavam exatamente isso: Corintians ganha do Atlético com gol de Adriano.

É esse tipo de coisa que pode decretar o rápido  fim do jornal impresso e não a simples concorrência tecnológica.Tenho lido com frequência que o jornal impresso deve  ter textos curtos, boa programação visual,fotos maravilhosas, imagens  altamente  definidas, para sobreviver à nova era da informação. Tudo isso é importante, mas não são armas para concorrência direta com a TV e a internet.

A instantaneidade e o visual não devem ser o campo de batalha do jornalismo impresso para resistir à supremacia  de  outros  tipos de mídia.

A arena ideal dessa guerra, para os impressos, deve ser o conteúdo, não a forma.A rapidez da internet não convive bem com a análise, a reflexão, o aprofundamentro dos fatos.Para isso, ela precisa de mais tempo, tanto quanto os jornais tradicionais.

Não sou sonhador a ponto de achar que os jornais impressos ocuparão, entre o público, os espaços da chamada mídia digital. Mas manterá preferência entre as milhões de pessoas que gostam de conhecer  bem mais  sobre o que acontece à sua volta, além daquela meia dúzia de  linhas do site de notícias; ou daqueles segundos do noticiário televisivo.É gente que não se contenta apenas em saber que o Corintians ganhou do Atlético, com gol de Adriano, mas de como isso ocorreu, as consequências deste acontecimento; as correlações entre este fato e outros etc.

É claro que , para isso, o nível técnico,  intelectual e cultural dos jornalistas dos veículos impressos  deve ser levado em conta. A grande  ameaça à sobrevida desses jornais , a meu ver, ainda é o despreparo dos profissionais que nele atuam. Pelo quê, diga-se a bem da verdade, a maioria não é culpada.


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